quarta-feira, 20 de abril de 2016

Cultura indigena

Esta semana, na nossa escola, as crianças puderam visitar a exposição" Influências indígenas na cultura brasileira ontem e hoje "promovida pelos professores da educação infantil e compartilhada com toda escola.A mostra aconteceu na sala de leitura coração das letras e contou com objetos indígenas como redes ,cocar,colares ,lanças ,cerâmicas  ,pau de chuva ,mantas e uma oca confeccionada especialmente para ocasião.O objetivo da atividade foi trazer um pouco da tradição indígena e refletir sobre o respeito a este povo que faz parte da história do nosso país.A lição de hoje "Todo dia era dia de índio." 

































Projeto Griô II 2016

Malê Debalê nasceu de jovens moradores de Itapuã, em consonância com outros que residiam em outros bairros, como o Garcia e o Tororó. De fora, os jovens traziam a vivencia de outras entidades culturais negras, como o Melô do Banzo, Apaches do Tororó, Ilê Aiyê, Badauê, Diplomatas de Amaralina, entre outros. Tais vivências, portanto, foram se moldando ao jeito “itapuazeiro” de ser, construindo assim o cimento necessário para a criação de uma entidade que além de carnavalesca e promotora de valores e significados da Cultura negra, também fosse um espaço de afirmação positiva da história e do sentido do bairro de Itapuã, da lagoa do Abaeté e arredores. Assim, o próximo passo seria o nome da entidade. Segundo os fundadores da entidade, o nome “Malê” representava uma homenagem aos negros muçulmanos que, em 1835, realizaram, um importante feito na história do Brasil, intitulado de Revolta dos Malês. Em estudos mais recentes, o bairro de Itapuã também foi palco de combate e enfrentamentos entre negros Haussas (muçulmanos) e os senhores de engenho. Tal conflito, em 1814, sugere um indicativo da presença de negros muçulmanos, portanto Malês, nos arredores de Itapuã, anterior á Revolta propriamente dita.
O nome “DEBALÊ” traz uma explicação bastante singular. Ainda que muitos atribuíssem a uma série de possibilidades, o que vigora na versão contada por tais fundadores é uma explicação diferente. Segundo Josélio de Araújo, atual presidente e membro fundador, a palavra Debalê é uma criação deles próprios e traduz uma conotação de “positividade”, felicidade, ou qualquer tradução de caráter afirmativo.
Do ponto de vista religioso, o mentor espiritual, responsável pelos primeiros passos e pelo caminhar da entidade chama-se Sr. Valtinho e sua Casa de Terreiro é chamada de IBA FARA OMI e significa Casa das Águas.
Assim, é possível afirmar que a história do Malê Debalê se confunde com os mistérios da Lagoa do Abaeté, fonte de inspiração e afirmação de uma comunidade composta por pescadores, lavadeiras, quituteiras, artesãos e artistas. Aqui um, espaço de possibilidades e encantos.Fontehttp://maledebale1979.blogspot.com.br/

Hoje foi dia de aproximar nossas crianças da cultura do nosso bairro .Foi dia de conhecer um pouco da história do Malê Debalê e receber as crianças que participam do projeto.A professora de dança do Malezinho responsável pela linda apresentação do grupo na nossa escola emocionou a todos contando um pouco da sua trajetória dentro do Malê e compartilhou conosco desenvolvimento do projeto  dentro do bairro de Itapuã .O encontro desta manhã de terça iluminada pelas cores do Malê permitiu que os presentes tivessem um contato com a tradição afro e sentissem a força do trabalho voltado para o desenvolvimento da auto estima do negro .Em cada sorriso presente hoje no pátio da Vinicius foi possível perceber a identificação com a beleza ali representada .